Blog do Willian Fagiolo


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Escrito por Willian Fagiolo às 11:33:46 AM
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Meu blog se interrompe  com este post. São razões pessoais que transcendem qualquer explicação e entendimento.

Agradeço a todos.Quem sabe volto um dia desses, mas não se assustem...

Abraços. Saudações,

Willian Fagiolo 



Escrito por Willian Fagiolo às 07:27:05 AM
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Willian Fagiolo

As cidades antigas de Roma e da Grécia eram cidades abertas, cidades sem muro, onde a linha que separava uma cidade de um país não era muito definida. Estas cidades foram substituídas pelas cidades fechadas dos burgos medievais, cidades muradas, limitadas e protegidas dos inimigos externos. É no século XVI que surgem as cidades dominadas, cidades européias que começavam a perder sua independência e ficar sob o julgo das aristocracias européias.

Mas é na virada do século XIX para o século XX que surgem as cidades modernas, mais próximas do paradigma das cidades fechadas. A cidade industrial é fechada no sentido físico e político-econômico. Já a cidade pós-industrial, cidade de fluxos globalizados, significando abertura ao mundo, estaria, assim, mais próxima das cidades abertas da Antigüidade. Este é o caso das Cibercidades.

A sociedade urbana deve ser colocada em perspectiva, porém projetada hoje em sua forma industrial e pós-industrial. Trata-se da urbanização generalizada das cidades ocidentais em detrimento do esfacelamento das cidades antigas.

Esta é a nova utopia do espaço urbano:

A superação do fechado e do aberto, do imediato e do mediato, da ordem próxima e da ordem distante, em uma realidade diferencial na qual esses termos não se separam mais, mas mudam em diferenças imanentes. Embora possamos apreender por mapas e fotos o real espaço de uma cidade, as cidades no ciberespaço entram em uma geografia de difícil apreensão.



Escrito por Willian Fagiolo às 06:47:58 PM
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Willian Fagiolo

Município Saudável é aquele que está continuamente criando e melhorando o seu ambiente físico e social, com a expansão dos recursos da comunidade que tornam as pessoas capazes de mutuamente se ajudar na busca de melhorias de vida no seu máximo potencial, não só no sentido de mantê-las, mas, também de melhorá-las.



Escrito por Willian Fagiolo às 06:40:07 PM
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Mui Amigo....

Gente & TV

Segunda, 26 de maio de 2008, 18h00   Atualizada às 17h56

"Namorada de Cristiano Ronaldo é um animal na cama", diz ex

 

 

 

O ex-namorado da modelo Nereida Gallardo, namorada do jogador português Cristiano Ronaldo afirmou ao jornal inglês The Sun que terminou o relacionamento com ela porque ela é "um animal, e que não pára de fazer sexo".

O empresário de futebol Pedro Campane, 40 anos, afirmou que conheceu Nereida em uma festa. "Transamos logo na primeira noite. Foi muito fácil conquistá-la, porque ela gosta de festas e dinheiro. E isso eu podia proporcionar a ela".

O jogador do Manchester United, um dos destaques do time na temporada, conheceu a modelo no início do ano, em uma viagem que fez à Espanha.

"Ela sempre gostou de jogadores de futebol, e com certeza me traía com outros homens. Mas nunca achei que chegaria tão longe. Agora ela tem o craque milionário e ele tem uma bela mulher. No fundo, ele é que tem sorte de estar com ela", diz o empresário.
 

Redação Terra

 



Escrito por Willian Fagiolo às 06:36:11 PM
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São Paulo, segunda-feira, 26 de maio de 2008

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FERNANDO DE BARROS E SILVA

Weekend à paulistana

SÃO PAULO - Durante os feriados, mais vazia, São Paulo costuma ser uma cidade agradabilíssima. É quando se pode usufruir seus atrativos sem os inconvenientes da metrópole superpovoada, barulhenta, engarrafada. Embora adepto desse lugar-comum -o inferno sempre são os outros-, saio de casa por volta das 19h de sexta-feira, disposto a trocar o raro desfrute do paraíso urbano por dois dias no mato.
A av. Sumaré, no entanto, está parada. Os carros se arrastam muito lentamente, em procissão, na direção da marginal do Tietê (ou, talvez, rumo ao novo shopping, já não sei). Demoro uma hora até o início da estrada. Transtorno quase indigno de registro -muitos leitores terão enredos melhores para contar.
Sigo pela Bandeirantes no limite da velocidade, desafiando aqui e ali a legalidade. Perco a conta dos carros que me fustigam apressados, piscando furiosamente os faróis para exigir passagem. A cena, repetida exaustivamente, sugere uma manada desgovernada, à revelia de qualquer lei, atropelando o que está à sua frente. Sigo a manada. O inferno são os outros. Quando a irracionalidade é coletiva, tendemos a buscar soluções individuais, "saídas espertas" que só fazem realimentar o círculo da insensatez.
O fim de semana foi marcado por dois episódios extremos de delinqüência. No Rio, um homem teve a cabeça destruída por uma barra de ferro. Havia reclamado do motorista sobre a faixa de pedestres. Está em coma. Em São Paulo, um jovem de 18 anos morreu com um tiro na nuca -desfecho trágico de uma discussão trivial entre motoristas.
Será que o valente assassino tinha porte legal de arma? A questão talvez pareça deslocada. Mas algo me diz que o sanatório geral do trânsito, a boçalidade do crime e o resultado igualmente brutal daquele plebiscito que disse sim às armas deveriam ser pensados juntos.
Os vândalos da mídia que apoiaram o direito de cada um à sua pistola são os mesmos que hoje fazem a apologia das "saídas espertas" e praticam o salve-se quem puder.



Escrito por Willian Fagiolo às 07:42:59 AM
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....Enquanto isso em São Sebastião, SP

FOTO ALDO PASSALACQUA



Escrito por Willian Fagiolo às 03:08:07 PM
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Recanto Euclidiano

São José do Rio Pardo , SP

Foto Márcio Lauria



Escrito por Willian Fagiolo às 06:54:00 AM
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São Paulo, quarta-feira, 21 de maio de 2008

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MARCELO COELHO

Elementar, meu caro Yamasaki

Falas em "verbetes" compõem quase todo "O Arquiteto", texto teatral de Rui Tavares

UM DEFEITO comum nos filmes antigos, e que aparece em algumas peças de teatro até hoje, é aquele tipo de diálogo que eu chamaria "fique por dentro", ou "fala em verbetes". Não sei se já inventaram nome melhor, mas funciona mais ou menos assim:
O filme, ou a peça, mostra Napoleão em Santa Helena. Está tudo perdido, o velho imperador amarga seu exílio; chega a hora de fazer o balanço da própria vida. Batem à porta, é um visitante estrangeiro -e o diálogo começa.
"Veja", diz Napoleão, "esta é a espada que usei em Waterloo". O visitante faz então uma pergunta absurda: "Waterloo? Sua última batalha, em 1815, na Bélgica?".
Claro que Napoleão dirá que sim.
O diálogo não tinha outra função a não ser rememorar o público que por acaso tivesse algumas dúvidas sobre o acontecimento.
Falas desse tipo, em "verbetes", compõem quase que a totalidade de "O Arquiteto", texto teatral do historiador português Rui Tavares, que acaba de ser publicado pela Martins Fontes.
Mesmo assim, é uma leitura muito interessante. Uma coisa é um filme histórico cheio de diálogos óbvios envolvendo Napoleão. Mas nem todo mundo tem informações na ponta da língua a respeito de Minoru Yamasaki (1912-1986).
Foi, provavelmente, o arquiteto mais azarado do século 20. O livro de Rui Tavares funciona como um ensaio sobre os desastres e ironias de sua carreira, que é também um exemplo de tudo o que pode dar errado quando se quer fazer uma coisa boa.
O primeiro ato de "O Arquiteto" se passa no dia 16 de março de 1972. A data é bastante conhecida pelos historiadores da arte e do urbanismo do século 20.
Marca, segundo o teórico e arquiteto Charles Jencks, "o dia em que morreu a arquitetura moderna". Foi quando se deu a implosão, em St. Louis, de um vasto conjunto residencial chamado Pruitt-Ingoe, teoricamente uma obra-prima de planejamento urbano, construída no início da década de 50.
O criador do Pruitt-Ingoe era Minoru Yamasaki. Desenhou 33 prédios de 11 andares, retinhos e iguais, prevendo tudo quanto é tipo de área comunitária, parque infantil, espaço de circulação... Uma típica superquadra, em resumo.
Em poucos anos, aquilo virou uma favela irrecuperável, e depois de décadas de assassinatos, estupros, tráfico de drogas, miséria e degradação, as autoridades resolveram deitá-la abaixo.
Os pós-modernistas vibram diante do fracasso daquela arquitetura racionalista, uniforme, retangular e autoritária.
Na peça de Rui Tavares, Minoru Yamasaki se defende. Tinha planejado as coisas do melhor jeito possível. O conjunto residencial era dividido em duas partes: uma para brancos, outra para negros.
Acontece que alguns anos depois foi votada uma lei antidiscriminação no Estado do Missouri. Os brancos não quiseram se misturar nos mesmos prédios. Todo o conjunto desvalorizou. A falta de manutenção era total.
No calor, as janelas não se abriam; o jeito era quebrá-las. O sistema de elevadores, que funcionava mal desde o primeiro dia, parou de vez. Mas as mulheres tinham medo de usar as escadas, porque podiam ser estupradas. No fim, os empregados das empresas de água e gás não se arriscavam mais a entrar nos edifícios. Culpa da arquitetura moderna?
Talvez não. Ingenuidade autoritária, certamente: como pensar em construir prédios imaculados e perfeitos numa sociedade segregada e violenta? Depois do fracasso do Pruitt-Igoe, Minoru Yamasaki retomou a sua carreira. Construiu obras muito importantes na Arábia Saudita, onde o pai de Osama Bin Laden era o principal empreiteiro da família real.
O segundo ato mostra Yamasaki no momento de sua volta por cima, um ano depois. Estamos em 1973.
Ele inaugura um novo conjunto de prédios e comemora com um engenheiro de origem árabe, Fazlur Rahman Khan, um grande feito técnico: graças a um sistema de estruturas tubulares, os edifícios construídos são capazes de resistir ao impacto até de um Boeing 707, o maior avião de passageiros da época.
Tratava-se do World Trade Center. "World Trade Center? Aqueles prédios que, em 2001...?" Exatamente. Os diálogos de "O Arquiteto" sofrem de um tom "elementar, meu caro Watson". Mas a peça vale ser lida: a realidade nunca é tão elementar assim.


coelhofsp@uol.com.br


Escrito por Willian Fagiolo às 03:46:00 PM
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Arquiteto Willian Fagiolo

Foto Alice Maria

18 maio de 2008

 



Escrito por Willian Fagiolo às 07:11:47 PM
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Guimarães Rosa

 

O Rio Pardo

Foto Márcio Lauria

Criação: Dulcinéia, de Muzambinho



Escrito por Willian Fagiolo às 08:24:14 AM
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Projeto Willian Fagiolo

 

 DESENHO ESTÚDIO TV

 



Escrito por Willian Fagiolo às 08:17:24 AM
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Cidades Eternas - PARIS

 

Place de la Concorde, au crépuscule…

 



Escrito por Willian Fagiolo às 08:12:32 AM
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NATUREZA ESPETACULAR

 

 



Escrito por Willian Fagiolo às 08:00:51 AM
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Crônicas Márcio José lauria

 Mostra de cultura inútil

Por uma espécie de invencível pudor, não trato hoje de nenhum dos assuntos atuais  passíveis de comentários nem sempre tranqüilizadores, como o destino político-penal do Paulinho da Força, apanhado com a mão na cumbuca e/ou a boca na botija; a remota possibilidade de pai e madrasta da menininha de cinco anos não ficarem na cadeia até o julgamento definitivo e principalmente depois dele; o trânsito engarrafado nas ruas centrais da cidade, nas manhãs de sábado.

Nada de memorialismo também, porque a semana passada publiquei uma foto de rotarianos dos anos sessenta,  em que troquei pessoas, inventei biografias, agradei a uns poucos e causei certo embaraço a outros leitores. Melhor mostrar paisagens, belas paisagens. Muito melhor ainda não reincidir nesse tipo de erro.

Vou oferecer, isto sim, oportunidade de algumas pessoas dizerem: “Puxa! Quanto tempo que não vejo essa palavra!” Ou: “Não sei como pude viver até hoje ignorando tudo isso!”

Começo lembrando uma história  que dizem verdadeira: Houve a inauguração de melhorias num estádio de futebol e foi inevitável a falação de políticos, de diretores, de autoridades mil. A coisa se arrastou por muito tempo, com o público já impaciente. Quando acabou aquele blablablá, o locutor esportivo resumiu tudo numa frase que se tornou célebre:

- E agora vamos ao que interessa – o futebol!!!

Indo ao que interessa, ao menos para eu dar cumprimento a minha tarefa semanal, lembro meu esforçado leitor de que em outros tempos era de bom-tom as pessoas aprenderem na escola certas particularidades, hoje perfeitamente abandonadas, como as capitais dos estados brasileiros, o trajeto ferroviário entre São José do Rio Pardo e Campinas, o superlativo de célebre e de nobre, o nome que recebia quem nascesse em Mônaco, a lista completa das preposições ou das orações adverbiais...

É sabido que todos os nomes próprios têm um significado e que muitas vezes os titulares deles nem tomam conhecimento disso e – o que é pior –  não são o que a etimologia garante que são. Pela origem da palavra, ligada a Marte, marcial,  eu deveria ser um guerreiro, mas nem sempre o tenho sido, levado pelo comodismo. E quantas Lauras, por definição louras, são morenas, ruivas, mulatas ou negras? Assim é que há muito Filipe que nunca viu um cavalo de perto, mas seu nome quer dizer amigo do cavalo, como Atanásio significa imortal, Platão o que tem costas largas, Teófilo amigo de Deus...

Capítulo da gramática antiga que fez muita gente chorar de raiva é o que arrolava os adjetivos então ditos pátrios ou gentílicos, ou seja, indicadores de como se deve chamar o natural ou o habitante de determinado lugar.

Você sabe, por exemplo, onde nasceram indivíduos chamados malgaxe, tricordiano, ludovicense, portenho, soteropolitano, flamengo, bordalês, magiar, ulissiponense, helvético, belemita? Por favor, não se vexe se souber só dois ou três. Ninguém tem obrigação de saber isso, a não ser, quando muito, os diretamente interessados no emprego constante de palavras desse quilate.

Na cidade baiana de Salvador, não há quem não saiba que, se nasceu por ali ou se ali mora, faz jus a uma denominação porreta: soteropolitano. É que alguém, há muito tempo,  foi buscar no grego este vocábulo formado por soterion (salvação) e polis (cidade). Claro que existe salvadorense, mas baiano que se preze jamais deixará passar oportunidade de empregar “soteropolitano”, palavra tão chique, ainda mais que agora eles têm de provar que possuem alto Q.I., para assim contrariar a preconceituosa opinião do coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal da  Bahia. Esse senhor, irresponsavelmente corajoso, chegou ao extremo de dizer que os estudantes de lá foram mal na avaliação nacional porque baiano é pouco inteligente,  toca berimbau porque o instrumento tem uma corda só... Acredito mais na veracidade de um verso lá deles que garante: Baiano burro nasce morto!  Ah, o tal coordenador de curso não suportou a pressão do público e da crítica: demitiu-se e sumiu no mundo.

E ludovicense? Aplica-se a natural ou habitante de São Luís do Maranhão. Sua origem está no termo latino Ludovicus, de onde se originou o popular Luís. Claro que existe são-luisense, mas convenhamos: os maranhenses, ciosos de sua bela tradição cultural, não perderiam azo de meter em conversas ou escritos um termo da categoria de ludovicense. Preciso conferir se o ilustre e polivalente político-escritor José Sarney, maranhense de nascimento e domicílio,  mas senador pelo Amapá,  não empregou o belo vocábulo num dos seus livros que o guindaram à Academia Brasileira de  Letras.

Flamengo, muito antes de ser o nome do mais popular clube de futebol do Brasil, já era o designativo de coisas relativas a Flandres, região situada parte na França e parte na Bélgica e que fala língua própria, exatamente o flamengo. Já imaginaram a dificuldade que seria para um flamengo legítimo entender o conhecido verso de Jorge Benjor –  sou Flamengo e tenho uma nega chamada Teresa? 

Tricordiano leva todo o jeito de ter sido inventado por algum severo e erudito professor mineiro, daqueles bambas em latim, in illo tempore. Se há a bela cidade de Três Corações, aliás berço natal de Pelé, quem nascesse por lá ou ali morasse não haveria de gostar de ser chamado de três-coraçõesense.  Daí alguém ter recorrido à língua de Ovídio e Virgílio para formar com o prefixo tri, com o substantivo cor, cordis e com  o sufixo  iano o belo gentílico tricordiano. Piadinha que corre por aquelas progressistas bandas:

- Como se mata um frango de Três Corações?

- Com uma faca de Três Pontas...

 (Quem não entendeu, paciência.)

Portenho também é um caso sério. Não há quem não saiba que o termo se refere a Buenos Aires, capital argentina. É que o nome todo da cidade era Porto de Santa Maria de Buenos Aires. Claro que existe o menos romântico buenairense, mas não há como não preferir portenho. “Tangos buenairenses”, por exemplo, não caem bem.  Surpreendeu-me que o Dicionário Aurélio do Século XXI tenha  também consignado buenairense como o adjetivo pátrio de Buenos Aires, cidade de Pernambuco!

Belemita será relativo a qualquer cidade chamada de Belém? Não. E existem ao menos duas: uma na atual Cisjordânia e outra a capital do Pará. Belemita (do latim bethleemite) só se aplica à cidade natal de Jesus Cristo. Quem nasce na cidade paraense é apenas belenense. Em Portugal existe um time de futebol –  o Belenenses – , com certeza tendo como referencial a torre de Belém, erguida na capital Lisboa,  em comemoração aos descobrimentos marítimos lusitanos. Nunca será de mais lembrar a alta demonstração de cultura geral  proporcionada por um jogador de futebol que trocou São Paulo por Belém, contratado pelo Remo ou pelo Tuna Luso. Na primeira entrevista, despejou ao microfone:

- Tenho muito orgulho de vir jogar nesta bela terra em que nasceu Jesus Cristo!

Palavra bonita é helvético –  referente à Helvécia, nome latino da atual Suíça. Aliás, a denominação oficial do país é Confederação Helvética. Daí provém o nome próprio Hélcio, sinônimo de suíço.

Ulissiponense é sinônimo algo pedante de lisboeta, lisbonense. Advém da lendária narrativa de que Lisboa teria sido fundada pelo herói grego Ulisses e se chamava em latim Ulissipona.

Resumo o sentido das outras restantes: malgaxe, da ilha de Madagáscar; magiar, referente à Hungria; bordalês, da cidade francesa de Bordeaux, aportuguesada para Bordéus., famoso centro vinícola.

Antes que me cobrem:

No trajeto ferroviário entre São José e Campinas  havia as estações de Paula Lima, Vila Costina, Engenheiro Rohë, Itobi, Casa Branca, Lagoa, Cascavel (hoje Aguaí), Oriçanga, Mojiguaçu, Mojimirim, Jaguariúna e Guanabara. Terá faltado alguma?

Célebre > celebérrimo; nobre > nobilíssimo.

Mônaco > monegasco.

Preposições essenciais: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, perante, sob, sobre.

Preposições acidentais: exceto, durante,consoante, mediante, fora, afora, segundo, tirante, visto.

Orações adverbiais: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.

 Ufa!

 

22/05/2008
(emelauria@uol.com.br)

 

 

 

 



Escrito por Willian Fagiolo às 06:28:53 PM
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